Um livro apaixonante e actual, apesar de ter sido escrito no início do século XX.
É uma bela história! Larry, um rapaz americano vê sua vida completamente mudada após participar na 1ª guerra mundial, momento que presencia a morte de um amigo, que morre para salvá-lo. Desde então, Larry passa a buscar um novo sentido para sua vida.

“Nada no mundo é permanente, e somos tolos em desejar que uma coisa se perdure, mas mais tolos ainda seríamos se não a aprecíassemos enquanto a temos”  ( O Fio da Navalha p.281 )

" _ Aquela noite não dormi. Chorei. Não estava com medo, e sim indignado; o que mais me abateu foi a maldade de tudo aquilo. A guerra acabou e voltei para casa. Sempre gostara de mecânica e se não houvesse lugar para mim na aviação, pretendia ir trabalhar numa fábrica de automóveis. Fora ferido e tinha que levar tudo na calma durante algum tempo. Depois eles quiseram que eu arranjasse emprego. Impossível aceitar o tipo de trabalho que me ofereciam. Parecia-me inútil. Eu vivera muito tempo para refletir; perguntava frequentemente a mim mesmo qual seria a finalidade da vida. Pensando bem, era por acaso que eu estava vivo; queria fazer alguma coisa da minha vida, mas não sabia o quê. Até então não pensava muito em Deus; agora ele começou a preocupar-me. Não podia compreender a razão da existência do mal no mundo. Sabia que eu era muito ignorante; queria aprender, mas não tinha a quem recorrer, de modo que comecei a ler ao acaso” ( O Fio da Navalha p.255)

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